quanto mais eu vivo essa vida (e não outra), comprovo minha teoria de que
a vida é um adventure game.
veja bem, eu tenho o maçarico, a tinta e o garfo. Mas o hamster, eu não sei onde o hamster se encaixa! Quando você não tem o objeto pra passar pra próxima "fase" ou ainda não descobriu como usá-lo, a saída é explorar as piadas internas que os Programadores deixam pra nossa diversão. É uma parte levemente aflitiva, mas é adorável também.
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Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008
Barbieragens
"Eu e minhas amigas passávamos a tarde inteira montando as casas das nossas Barbies. A gente demorava tanto tempo fazendo isso que até cansava e desistia de brincar".
Que coisa chata, penso eu. Por que toda menina diz isso? Talento pra ser faxineira ou excesso de móveis cor de rosa na caixa de brinquedos?
Que nada. Legal era não montar casa, era sair brincando com casas improvisadas embaixo da escrivaninha ou na gaveta do criado mudo. Pra que inventaram a caixa de sapatos, afinal de contas?
Legal era brincar de filme, revivendo roteiros famosos. Tipo O Resgate de Jéssica, De Volta para o Futuro, Jurassic Park, Vivos. Minhas Barbies eram meio canibais às vezes. Verdade.
Aliás, Vivos era o nome que eu e minha vizinha dávamos pra brincadeira que sempre começava com as Barbies "caindo" de um avião direto pra árvore cheia de espinhos no quintal de casa. Brincamos centenas de vezes disso... geralmente formávamos famílias lá, no fim, todo mundo morria. Era uma coisa meio Lost mesmo.
Legal era brincar de "Época", colocando aqueles vestidões e transformar a Barbie numa plebéia que é quase violentada por um rude camponês mas é salva pelo príncipe do Feudo, um rebelde. As brincadeiras não eram assim tão tolinhas, pois é. Legal era fazer o vilão enterrar as Barbies na areia e o Ken ir correndo salvá-las. O par romântico da minha Barbie (que se chamava Bianca) era o John Smith, aquele da Pocahontas. Ele tinha cabelo compridinho. Um sucesso.
Tinha as Barbies paraguaias, que as tias menos favorecidas financeiramente e/ou moralmente davam. Elas eram as empregadas. O Ken paraguaio, graças à boca, por assim dizer, efusivamente rosa que ele tinha, era quase sempre o amigo gay da história.
Tinha as Chuquinhas, aquela boneca de cabeça diametralmente avantajada, que faziam as vezes de filhas das Barbies. E cujo parto, para uma Barbie sem quadris, devia ser um pouco dificultoso. As meninas mais velhas eram a Skipper, a Ariel (ruiva!) e a Brinca Comigo... que falava "Brinca Comigo", e que, depois de muitas tardes na piscina-bacia, passou a falar com uma voz perturbadoramente rouca e vomitar um líquido verde nos meus brinquedos. Brinquedos falantes não são de Deus.
O irmão delas era o Arqueiro. Aquele do He-Man. Um homem em miniatura, todo musculoso, com colant e um coração que acendia, bem no meio do peito. Não sei o que a vizinhança da Barbie pensava disso.
Foram centenas de tardes mágicas. Acho que se eu tivesse escrito o roteiro de cada brincadeira legal que eu fiz com minhas Barbies, hoje seria praticamente o Charlie Kauffman. Ou o Woody Allen.
Quando eu estava grande demais pra brincar, peguei minhas Barbies, cortei o cabelo delas curto e tingi todas de ruivas usando carga de canetinha rosa choque e álcool. Hoje elas jazem enterradas no quintal da casa dos meus pais.
E depois não entendiam porque eu não gostava de descer no prédio e brincar com o resto da criançada todo dia.
Vai ver eu era uma criança Tim Burton mesmo.
Falando nele.... uuh, faltam 3 horas! *_*
:: o que é pargarávio?
Pargarávio ou Jaguadarte ou Jabberwacky é o nome de um poema de Lewis Carroll, em Alice Através do Espelho.
:: eis o pargarávio Era briluz.
As lesmolisas touvas roldavam e reviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
"Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Fefel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassura!"
Ele arrancou sua espada vorpal e foi atrás do inimigo do Homundo.
Na árvore Tamtam ele afinal
Parou, um dia, sonilundo.
E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, olho de fogo,
Sorrelfiflando atraves da floresta
E borbulia um riso louco!
Um dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!
Cabeça fere, corta e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.
"Pois então tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!"
Ele se ria jubileu. Era briluz.
As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
:: o que é francine guilen?
Francine é a minha graça. É um prazer que me conheça.
:: minutos de sabedoria
"There is a theory which states that if ever anyone discovers exactly what the Universe is for and why it is here, it will instantly disappear and be replaced by something even more bizarre and inexplicable. There is another theory which states that this has already happened."
(Douglas Adams)
"So remember, when you're feeling very small and insecure, how amazingly unlikely is your birth. And pray that there's intelligent life somewhere up in space,
'cause there's bugger all down here on Earth." (Eric Idle)