Uma manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Francine Guilen deu por si na cama transformada numa gigantesca joaninha.
espere por um post assim em breve.
É bem verdade que ando estranhamente obcecada demais por estes simpáticos insetos. Já tenho joaninha de pelúcia na minha cama, já tenho presilha de joaninha, bolsa de joaninha, camisa, sapato. Ainda hoje comi uma joaninha de chocolate. Agora veja você se justifica:
dia desses, como comentei aqui, uma delas pousou em mim no trem.
e ontem, tinha uma delas no meu quarto.
eu não moro na floresta, não tem flores na minha casa, nada vivo além de mim (e ainda assim durante poucas horas diárias).
qual é a das joanas?
Fico aqui matutando: estariam elas achando que eu faço parte da turma, ou que sou sua mãe? ou estariam elas querendo me pegar porque acham que já passei de todos os limites suportáveis de desrespeito aos direitos autorais?
desculpa, gente. Eu paro. Não precisa mandar uma representante em tamanho humano pra bater à minha porta e me cobrar, só vai me apavorar. Só admiro seu trabalho, só isso. Foi mal. Eu paro.
|
Segunda-feira, Novembro 26, 2007
Moda nada supimpa
Não sou daqueles blogs que se dizem comentadores de moda, mas gosto de moda e não tem como não reparar em algumas coisas que, se possível, deveriam ser queimadas como bruxas na fogueira. Aí vão alguns tópicos relacionados ao mundo fashion que andei reparando nos cabides, nas vitrines, na população mundial ou na Internet.
1. Leggings com bata e bota Já falei umas duas vezes aqui sobre as leggings com bata e bota, mas nunca é demais. Queimem, ok.
2. Hayden Panettiere, por Deus Dona Hayden Panettone é a Claire Bennett da minha mais nova (tá, já um pouco velha) mania, o seriado Heroes. Nada contra ela, não acho nem feia nem bonita ela pega o Milo e isso não é pra qualquer uma, nem chata nem legal, mas uma coisa que me espanta nela é seu senso de moda bastante peculiar. Nessas horas vale a máxima do "algumas imagens vale mais que mil palavras engraçadas".
como podem ver acima, pra Panettone não tem meio termo: ou é apertado demais ou comprido demais. Ela simplesmente não nasceu com o dom. Não pega nem bem, né, bem.
3. Calças jeans
Tem uma coisa entalada na minha garganta há um tempo. Meu primo me chamou atenção a esse fato e deu início a um pânico absurdo em minha pessoa. A verdade é uma só: as calças jeans dominaram o mundo. E a gente nem percebeu, foi cedendo espaço pra elas. Ah, é muito prático, ah, é confortável. Lava fácil e posso usar a mesma peça durante um mês inteiro que ninguém nem vai reparar. É, foi fácil pra elas. Mais discretas que as BICs, elas conseguiram se infiltrar em todas as camadas sociais e estão prontas pra dar o bote quando ninguém mais estiver esperando. Experimente sair na rua e olhar ao redor. As calças jeans estão nas pernas de todo mundo, como parasitas, grudados, sugando suas forças e seu senso estético. Vem cá, quem foi que inventou, afinal, que o azul jeans combina com tudo? Eu não imagino outra cor fazendo o mesmo sucesso, mas o azul está lá, em todos os lugares, fingindo que combina com toda a paleta de cores do universo. Percebi que elas tinham vida própria quando queriam que eu me adaptasse ao seu estilo de vida, e não o contrário. Elas queriam me obrigar a usá-las quase em cima das minhas regiões baixas, queriam ser apertadas e não cobrir por inteiro meus tênis, ou queriam ser azuis demais, ou desbotadas demais. Eu é que recebia as ordens. Pois chega desse império. É hora de nos libertarmos e percebermos o triste futuro que nos aguarda, algo muito pior do que jamais sonhamos. Acordem, elas já têm um exército enorme. O Grande Irmão futurístico é ninguém menos que uma calça jeans. O anti-cristo também, e da Diesel, muito provavelmente. O que me alegra é que posso escrever isso com muita autoridade, já que só tenho uma calça jeans, e ela está tão escondida no meu guarda-roupa e amarrada com tanta força no cabide que não corro riscos de ela levantar e me estrangular com suas perninhas assassinas no meio da noite. Se eu fosse você, não dormiria mais tão tranqüilo daqui em diante.
4. CROCS
ou isso.
Uma coisa que me deixa um pouco mais tranqüila em relação às calças jeans e seu plano de dominação mundial, é que poderíamos estar em piores mãos. Poderíamos estar sendo dominados pela nova assombração que conseguiu superar as Havaianas no quesito "O Horror", por esse modelo de sapatos que faz um sucesso danado mundo afora e resolveu aportar aqui. Os Crocs. Não, não é um arroto, é seu nome. Há anos não via um produto cujo nome combinasse melhor com seu design, pra ser sincera. Dia desses vi que já existem versões infantis dessas coisinhas e fiquei verdadeiramente penalizada ao ver a criança inocente carregando sendo carregada por elas. Se dúvida de suas intenções malignas, é só dar uma olhada no que elas já começaram a empreender aqui. Portanto, atenção. Se não tomarmos os devidos cuidados, eles podem ser as próximas calças jeans. Temos que fazer a nossa parte: todas as noites, antes de dormir, façamos uma cruz com sangue de cabras virgens na porta de nossas casas, para que o mal furado não venha a fazer parte de nós.
5. ALLSTAR
E por fim, pra aliviar um pouco as energias negativas das quais o Pargarávio não gosta, um tópico bonitinho. Porque eu confio em pessoas que usam Allstar, é isso aí. Se me deparo na rua com uma pessoa de roupa um pouco duvidosa, na tênue linha do brega e do bemvestir, tiro logo a prova: tá de Allstar? É da linha do bemvestir. Se fico em dúvida se alguém é bonitinho ou não, olho logo para os pés. Tá de Allstar? Já ajuda. É boa pessoa. Não quer me roubar. Ninguém assalta usando Allstar. Ninguém sai de casa com más intenções usando Allstar. Não dentro da minha cabeça.
E... já sabe. Se pesar o mesmo que um pato, é bruxa.
|
Sábado, Novembro 17, 2007
Gente, olha só, tem um texto meu no blog do Vitinho.
É mais ou menos assim, ó:
A Rede
O Vitinho foi esperto e achou que a gente não ia perceber. Toda essa caridade e amizade não passou de uma esperta campanha de Relações Públicas para que nós, seus amiguinhos blogueiros, todos metidos e cheios de si por causa do convite, citássemos o blog dele nos nossos respectivos blogs.
Sendo isso um pensamento estratégico digno de uma boa partida de War ou não, a verdade é que ele se aproveitou da incrível capacidade internética de estabelecer contatos... e isso foi só um gancho pro assunto que eu vou falar, porque eu precisava de um gancho.
Ao me convidar pra escrever algumas frívolas palavras aqui, o Vitinho me disse que eu ficaria responsável pelo post de Cotidiano. Fiquei então muito ofendida, já que pra mim cotidiano não é exatamente cultura, daí enchi tanto o saco do garoto, que por condescendência, deixou que eu escrevesse sobre Internet.
Entretanto porém contudo, agora, esquizofrênica que sou, me resolvi que cotidiano é sim um assunto interessante, e afinal das contas, Internet faz parte do Cotidiano, e, afinal das contas (parte 2), a grande rede e a rede colorida que fica na varanda do seu apê são primas, nem que seja apenas por parte da família Semântica.
Senão, vejamos. A Internet conecta tudo e todos, faz surgir amizades impossíveis anos atrás e indispensáveis hoje em dia (a Mari que o diga, não??), e vai ser uma ladainha desnecessária falar de todas as vantagens da dona Net. É bom, é sim. Mas tudo tem seu Lado Negro, e às vezes toda essa conexão nos faz esquecer que, afinal, estamos é conectados em um fio na parede. Sozinhos, sentados na cadeira, na frente de uma máquina fria e plugada na parede.
Acredito que um dos piores presentes de grego que a Internet nos deu foi essa coisa meio paradoxal: de estarmos cada vez mais ligados uns com os outros através dela, mas ao mesmo tempo cada vez mais distantes. Os sentimentos viram emoticons, as boas e velhas palavras viram mensagens de MSN ou, pior, de scraps, que têm uma certa emoçãozinha, mas, convenhamos, limitada a pontos de exclamação e a mil interpretações erradas.
Hoje eu estava no ônibus, oito e tantos da noite, lotado, sentido Berrini-Faria Lima, trânsito absurdo. Um monte de gente dentro do ônibus, várias pessoas de pé, todas juntas no mesmo trajeto, compartilhando os mesmos minutos, os mesmos cansativos minutos. E cada um plugado na sua parede: uns dormindo, outros lendo, outros simplesmente encarando o chão, de cara feia, outros, como eu, ouvindo mp3 no último volume. Quanto mais distante melhor.
Então, uma cantoria começou. Um cidadão, que teria de tudo comum, não fosse a blusa antiga e puída dos Backstreet Boys, começou a cantar alto e a fazer piadas. Não notei se ele estava bêbado, mas a impressão que tive [não sei se ando lendo Oliver Sacks demais...] é que ele sofria de algum “problema” (note as aspas) neurológico: ele não parou por um instante de cantar músicas, que foram de Roberto Carlos a “Quem dera ser um peixe...”. Depois das músicas, que eram cheias de piadas improvisadas e trocadilhos infames, ele emendava com vinhetas de propagandas, como se fosse um comercial, com direito até a “Globo, a gente se vê por aqui”.
Então, a magia se fez. Certa vez eu li em algum lugar que as duas coisas que mais unem os seres humanos são o choro e as risadas. E nesse caso foi o segundo motivo. O moço “problemático” desplugou da parede todos os passageiros. De um minuto pra outro todo mundo começou a se entreolhar e rir. As pessoas foram tirando os fones do ouvido e parando de ler, pra ouvir as piadas dele, e todo mundo ria. Imagine você, não era uma balada, não era uma reunião de pessoas de interesses comuns. Mas eram pessoas. Todas com a melhor das coisas em comum, o humor. O trânsito foi esquecido e deu lugar a conversas e trocas de impressões sobre a situação. Quando a atração do ônibus desceu no ponto dele, algumas pessoas deram tchau, e quase vi a vontade de todos de puxar uma salva de palmas pra ele.
Ele saiu e deixou pra trás um zunzunzum divertido dentro do veículo. Eu olhava em volta, já plugada de novo no meu mp3, e via rostos sorridentes depois da situação inusitada.
Como acalmar 60 paulistanos enlatados no meio do trânsito? O moço da cantoria sabe. Online, offline, o que for. Às vezes é preciso desplugar da parede e ir se refestelar na rede.
|
Quarta-feira, Novembro 14, 2007
a sabedoria tuberculosa
BATATA, é o que dizia meu primo, do alto de seus 2 anos de idade, ao ser interrogado:
"Você é um homem ou um saco de batatas?"
|
Quarta-feira, Novembro 07, 2007
THAT STUPID SOUNDTRACK MEME
Eu sei que isso aqui tá virando diarinho, ego strip ou no mínimo uma coletânea memística desnecessária. Mas, puxa vida, o Kadu colocou uma brincadeira musical no blog dele que simplesmente não tinha como eu me negar a imitar.
Anyways, como estou começando esse post no estágio (ops) não vou perder muito tempo com explicações e apelarei para o ctrl C ctrl V (todo e qualquer copyright, copyleft e copycenter é tudo do Kadu):
"Muita gente comenta sobre os poderes míticos do "random" do Winamp, que nos seus piores ou melhores momentos, é só deixar o programa no aleatório que ele escolhe exatamente aquelas músicas que te jogam pra cima ou pra baixo, dependendo do que vc precisa na hora. Pois bem, resolveram levar ao extremo esse poder do Winamp e criar uma trilha sonora que seria, teoricamente, perfeita para um filme que contasse a história da SUA vida.
Para tanto, bastaria que você pegasse simplesmente TODAS as músicas que possui no seu PC no momento, jogar no programa, apertar o "aleatório" e seguir a lista abaixo conforme as músicas forem surgindo."
Eba, vamos lá! [nota: o comecinho foi feito com o meu ITunes da agência e o resto com meu Windows Media de casa, ficou até mais real, hurra!]
01) CRÉDITOS INICIAIS: "On the Drag", They Might Be Giants. Gente, é muito trilha de começo de filme divertido, tipo uma comédia romântica bobinha. Apesar da letra ser bem pessimista, adorei, eu aprovaria. Além disso, nada melhor que começar meu filme com minha banda favorita.
02) ACORDANDO: "Atração Fatal", Luiz Tatit. Pensando bem, não tem nada a ver. Brasileira demais. E nem é de se pensar que combina com a cena porque a última coisa que eu sou quando estou acordando é atraente. Bom, vamos ver se as próximas explicam. :D
03) PRIMEIRO DIA NA ESCOLA: "Money Song", Monty Python. Tudo bem que eu sou ambiciosa, mas logo no primeiro dia de escola? Que coisa trágica.
04) SE APAIXONANDO: "To the Rescue", Danny Elfman (da trilha de Estranho Mundo de Jack). Gostei, discreto, meio dark, totalmente esquisito, sem letras pra me colocar em situações constrangedoras. Além do que, tem até um quê de jazz. Típico!
05) CENA DE LUTA: "Blame Canada", South Park. É, bem, você pode lutar por um ideal também, por que não? E até ganhou Oscar, fechou!
06) TERMINANDO O NAMORO: "Blue Moon", trilha do Grease. Totalmente fim de festa, fossa total. Combina, principalmente se a música for pura e simplesmente pra lua, sem metáforas.
07) BAILE DA ESCOLA: "Introdução + Isto é Halloween", O Estranho Mundo de Jack. Um baile de Halloween, confere. Será isso um sinal de que o Tim Burton seria o diretor do meu filme?
08) VIDA: "Absolutely Bill's Mood", They Might Be Giants. Uou. O divertido é que a música é a história da vida de alguém em primeira pessoa. Mais precisamente a história do Bill Krauss, produtor musical do TMBG. Mas enfim, achei indigno uma música que repete "I'm insane I'm insane I'm insane" ser a trilha oficial da minha vida.
09) COLAPSO NERVOSO: "They'll Need a Crane", They Might Be Giants. Só digo: Don't call me at work again No, no, the boss still hates me. I'm just tired and I don't love you anymore. And there's a restaurant we should check out where the other nightmare people like to go... I mean nice people -- baby wait, I didn't mean to say nightmare. E apesar de não parecer a princípio, é irritantemente nervosa a melodia. Sim, combina. :D
12) REATANDO O NAMORO: "The Day", They Might Be Giants. ok. Eu acho que tenho TMBG demais nesse computador, ficou chato. Mas tendo em vista que é a trilha da minha vida, não devia reclamar. Agora essa música pra reatar namoro me fez rir muito. "The day Marvin Gaye and Phil Ochs got married..." Talvez se eu fosse Marvin Gaye...
13) CASAMENTO: "Section 14 (Two Thousand Places)", The Polyphonic Spree. Aí, meu Windows Media não me decepcionou dessa vez! Além da música ser linda, "And time will show the way. And love will shine today. And time will go away so love can grow" é total casamento, adorei. Posso até me imaginar chegando de balão pra ir até o altar ao som dessa música!
14) NASCIMENTO DO FILHO: "Blitzkrieg Bop", Jim Lindberg (Pennywise). Sensacional! É uma versão da música dos Ramones cantada por crianças! A criança já nasce cantando "Hey ho Let's Go!" Se eu fosse fã de Ramones, ia pirar!
15) BATALHA FINAL: Agora essa aqui me assustou deveras. É uma tal de "12 - _preview, de um tal de Schandmaul"... e cantada em uma língua X. Não fui eu quem baixou essa música, medo. Apesar da gaita de foles, tem cara de batalha final de desenhos japoneses. Tá na hora de acabar logo com isso:
17) FUNERAL: A Música Tema de O Mundo de Beakman. ....será um funeral um tanto inusitado.
18) CRÉDITOS FINAIS: "Ode to Joy", Beethoven. Aê! Apesar do começo ser bem caixinha de música o final é aquela coisa emocionante e pomposa que fecharia bem um filme!
Eu diria que a salada de estilos e a falta de coerência ficaram bem condizentes com o que a trilha acompanha, e pronto.
:: o que é pargarávio?
Pargarávio ou Jaguadarte ou Jabberwacky é o nome de um poema de Lewis Carroll, em Alice Através do Espelho.
:: eis o pargarávio Era briluz.
As lesmolisas touvas roldavam e reviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
"Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Fefel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassura!"
Ele arrancou sua espada vorpal e foi atrás do inimigo do Homundo.
Na árvore Tamtam ele afinal
Parou, um dia, sonilundo.
E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, olho de fogo,
Sorrelfiflando atraves da floresta
E borbulia um riso louco!
Um dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!
Cabeça fere, corta e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.
"Pois então tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!"
Ele se ria jubileu. Era briluz.
As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
:: o que é francine guilen?
Francine é a minha graça. É um prazer que me conheça.
:: minutos de sabedoria
"There is a theory which states that if ever anyone discovers exactly what the Universe is for and why it is here, it will instantly disappear and be replaced by something even more bizarre and inexplicable. There is another theory which states that this has already happened."
(Douglas Adams)
"So remember, when you're feeling very small and insecure, how amazingly unlikely is your birth. And pray that there's intelligent life somewhere up in space,
'cause there's bugger all down here on Earth." (Eric Idle)